Eternit terá que pagar mais de R$ 700 mil à família de trabalhador que morreu de câncer por exposição ao amianto
A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região condenou a empresa Eternit a indenizar em R$ 500 mil, a título de danos morais, o espólio de um ex-trabalhador, representado pelo escritório Alino & Roberto e Advogados, que morreu vítima de doenças decorrentes da exposição ao amianto.
A empresa terá, ainda, que pagar ao espólio o valor de R$ 206 mil, a título de lucros cessantes. Esse valor foi calculado com base nos salários que seriam devidos ao trabalhador, no período compreendido entre a sua demissão (1994) e a sua morte (2009).
Na decisão, os desembargadores destacaram que documentos e laudos periciais mostraram que o ex-trabalhador era portador de neoplagia maligna nos pulmões e na pleura parietal, doenças decorrentes do contato com fibras de amianto, que o levaram à morte.
Também foi registrado, que testemunha ouvida no processo foi categórica ao afirmar que, em nenhum momento, a Eternit forneceu um ambiente de trabalho saudável a seus empregados, permitindo que estes fossem expostos ao amianto.
O trabalhador exerceu suas funções na Eternit durante 27 anos, entre março de 1967 e fevereiro de 1994. As doenças foram diagnosticadas no ano de 2004.